
"Não se tem o direito de amar ou odiar coisa alguma da qual não se tenha conhecimento profundo."
Da Vince.
As adversidades da vida e a intensidade que adquirimos a partir de algumas relações fazem com que tenhamos sempre a certeza de que a partir de um olhar, de uma conversa informal, de um favor podemos amar para sempre alguém.
Em um instante conhecemos uma pessoa e no instante seguinte declaramos amor eterno, o amor que nasce a partir de coisas banais que deveriam ficar em suspenso quando o assunto é o tal amor. Não pretendemos jamais ridicularizar o amor à primeira vista, mas precisamos nos concientizar da banalidade endereçada a esse que deveria ser um sentimento sublime.
Dizer "Eu te amo" é muitas vezes mais fácil do que dizer um bom dia, do que dizer muito obrigado ou pedir licença a alguém, dizemos "Eu te amo" com uma frequência incrível, verbalizamos o amor para pessoas que muitas vezes não sabem nada de nós...Em um instante conhecemos uma pessoa e no instante seguinte declaramos amor eterno, o amor que nasce a partir de coisas banais que deveriam ficar em suspenso quando o assunto é o tal amor. Não pretendemos jamais ridicularizar o amor à primeira vista, mas precisamos nos concientizar da banalidade endereçada a esse que deveria ser um sentimento sublime.
Amamos com uma intensidade inenarrável e na primeira falha do objeto de nosso amor, no primeiro erro que a pessoa ,que amamos mais que tudo na vida, comete lançamos: Eu odeio você.
Odiamos então com a mesma intensidade e rapidez com que amamos, e nos perguntamos, que amor é esse que percorre com tanta rapidez e vai até o extremo oposto? Que amor é esse que em questão de segundos se torna em ódio?
É o amor banal, o amar porque virou moda, o amar porque todo mundo ama e verbaliza, então não podemos ficar de fora, não podemos deixar de nos enquadrar em mais essa regra ridícula, imposta por uma sociedade hipócrita que subestima cada vez mais os indivíduos, obrigando-os a estarem cada vez mais formatados.
Precisamos nos libertar dessas convenções, precisamos sentir verdadeiramente, amar com a intensidade da alma, quando ela sentir necessidade, quando isso nos fizer bem e nos fizer sentir que podemos SIM ser seres melhores.
Precisamos então conhecer profundamente o objeto do nosso amor ou do nosso ódio, seguir os ensinamentos de Da Vince, para que não caíamos por inúmeras vezes no abismo do achismo, porque é isso que sentimos quando nos encaramos, quando ninguém tá olhando e nos perguntamos: Eu amo mesmo fulaninho? Porque eu odeio numseiquemzinho?
E logo vem a resposta: Eu acho que amo... É, de acordo com (num sei o que lá) eu tenho que odiar esse ou aquele outro...
Chega de manipulação, chega de formatação, assumamos as rédeas da nossa vida e principalmente dos nossos sentimentos.
Hoje, numa orientação de pesquisa, estudando o texto Freudiano numa análise do grande Da Vince nos deparamos com essa frase, a inquietação foi grande e fomos nos dando conta de que não tem nada a ver com amor ou ódio muitos de nossos sentimentos, precisamos nomear melhor o que vivemos.
A inquietação foi grande e precisávamos falar...
Desculpa o sumiço amados meus, mas estou num período de mágoas e angústias e a vida acadêmica também tá apertando, fim de semestre chegando...
Um beijo imenso de grande pra todos vocês e um começo de semana iluminado.