segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O ciclo da vida é mesmo engraçado, idas e vindas, começos, recomeços e finais, brigas e reconciliações e assim vamos levando na tentativa de nos machucarmos o menos possível, o problema é que muitas vezes o machucar-se foge de nossas mãos, está para além de nós, na dimensão do "outro" e quando é assim não tem jeito...
Ultimamente ando bastante inqueita com alguns pensamentos, tenho refletido muito sobre minha postura frente a algumas situações e o lugar que dou ao "outro" em minha vida. Tudo isso me faz repensar minha vida, pensar quem eu era a dez anos atrás e quem sou hoje, no que me tornei e por conta de que ou de quem sou assim.
Todos que passaram pela minha vida levaram um pouquinho de mim e deixaram também alguma coisa, cada um a seu modo, mesmo sem perceber contribuiu em minha formação. Com esses pensamentos me pego refletindo o porquê de muitas coisas, o porquê de eu gostar de determinada música, de determinado livro, de agir dessa ou daquela maneira, de preferir a noite ou dia e fui constatando a presença marcante de muitas pessoas.
Consigo então relacionar algumas coisas de minha formação com uma das teorias mais fascinante que já tive contato, a Psicanálise. Um dos conceitos mais polêmicos na área é o NARCISIMO, ato de investir em si uma grande energia, na tentativa de torna-se cada vez melhor naquilo que é e faz e amar-se cada vez mais.
Diz-se que os atos narcísicos ocorrem por conta da necessidade de auto afirmarção, e agora me pergunto essa necessidade ocorre por conta da demanda de quem? Eu quero ser por necessidade minha ou porque o "outro" deseja que eu seja?
Olho para o lado e nas coisas mais banais vejo pessoas assumindo a postura que o "outro" deseja na tentativa de aceitação. Vejo pessoas que se dizem amantes da MPB quando na verdade nem sabem do que se trata e curtem mesmo é aquele pagodão; pessoas que detestam ler, abominam qualquer tipo de leitura e se dizem amantes dos livros; pessoas que nunca na vida conversaram sobre determinado assunto, simplesmente porque não importa e muitas vezes caem no ridículo tentando travar um diálogo sobre o tal assunto insuportável... e muitas e muitas outras coisas que vamos fazendo na tentativa de estarmos inseridos em determinados grupos, pois o "pertencer" é necessidade do ser humano.
Acredito fielmente na idéia de que precisamos sim pertencer a determinados grupos, mas porque precisamos deixar de ser para pertencer? Porque não pertencer àquele grupo que realmente nos faz bem, mesmo ele sendo minoria?
Vamos nos assumir, assumir nossas crenças, nossos gostos, nossos anseios, vamos SER, só assim estaremos plenos.
Portanto sejamos felizes, com besteirol ou intelectualidade, MPB ou pagodão, boa leitura ou bula de remédio, o que realmente importa é que estejamos de bem com nós mesmos.
Que sejamos felizes a nossa maneira, não importa a cor da pele, a opção sexual, o credo religioso, a situação financeira ou como se encontra a saúde mental, todos a seu modo com certeza possuem um jeitinho seu, só SEU de ser feliz.
Vamos repensar e que cada um assuma seus gostos reais sem se preocupar se serão ou não maioria, muita, mas MUITA felicidade pra todo mundo, porque eu me descubro a cada dia e é incrível a capacidade que tenho de me amar cada dia mais, todos os dias quando acordo descubro que esse amor cresceu um pouquinho.
Tô muito, muito, MUITO feliz com tudo em minha vida, agradeço aos céus e a todos os seres que regem minha existência.
Um beijo imenso pra todos vocês, um começo de semana iluminado.
Beijo com saber de realidade.

6 comentários:

andreia inoue disse...

amigona,vc esta super inspirada,esse texto é maravilhoso,principalmente o final onde vc fala sobre aceitacao,ser vc mesma independente dos gostos de terceiros,acho que feio nao eh gostar de pagode,axe,funk,feio é camuflar os sentimentos,se reprimir por conta das opinioes alheias,
acho q temos que ser sinceros principalmente conosco e depois com os outros,do que adianta pegar um livro que todos consideram excelente se vc nao gosta?
um beijaooo e otima semana para vc tbem.

Mauri Boffil disse...

ai, que texto mara!!! Vamosser quem somos e dane-se o que os outros pensam ou deixam de pensar!
Falei com a Vivian por tlfn. te mandou um abraçãozão

Mônica disse...

A aceitação precisa partir de nós, senão fica difícil conseguir que os outros nos aceitem.
Bjs.

Déia disse...

Linda,

Sou psicóloga, minha linha é o psicodrama, adoro!! rsrs
Estou fazendo um curso Reichiano, agora, para complementar, sabe!
Fiquei feliz em saber que esta estudando psico! Ta gostando?

Meu grandão é gestor Ambiental, acho q 2 psicólogos não se aturariam kkkkkkk

Saudade de vc!
bj

.tai. disse...

Que lindo amiga, que bom saber que você está feliz. Uma pena que não te vi hoje, afinal terça é um dos poucos dias que estamos as duas no mesmo horário lá na UNIVASF.
bjão
te amo muito

A Língua Nervosa disse...

reflexões de uma mente inquieta!
inquieta porque estamso VIVOS né...ainda bem! :)
tõ precisando refletir assim...em breve!
tô de volta!
beijos